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Hoje me esgoto de trabalho, de aulas chatas, de trânsito lento, do babaca que tranca o caminho, da velhinha com o guarda-chuva, do mendigo esmoleiro, do cachorro que surge sei lá de onde e assusta…

Coisas corriqueiras, ordinariamente comuns, que enfileiradas todas juntas parecem um problemão. Mas não são não!

Hoje me irrito com besteiras. Pela primeira vez em muito tempo, eu não tenho um grande problema. E o que faço?

Eu me esgoto de mim mesmo…

Como algumas pessoas já sabem, eu gosto de cozinhar! Não sou bom, mas me divirto na cozinha com qualquer gororoba grudenta – que fatalmente derrubarei no chão, na roupa ou no fogão – capaz de matar a fome. Faço tanta bagunça que eu geralmente cozinho apenas dia sim – dia não, pois fico com preguiça de lavar a louça e então deixo tudo de molho com desengordurante por um dia, só podendo cozinhar novamente no outro dia. Porco? Não! Preguiçoso? Sim!

Hoje ao cozinhar com auxilio da dona mãe, coisa que ser tornará comum agora que voltei a morar provisóriamente com meus pai, acabei lembrando algumas coisas básicas que a uma cozinha exige de você caso queira fazer algum mais elaborado que uma gororoba grudenta roxa – tipo aquela que tinha no quadro do programa Ra-tim-bum para ensinar as crianças a não puxar os cabos das panelas na cozinha . Cozinhar te exige : Paciência, organização, planejamento e ferramentas.

Desses quatro elementos eu posso dizer que só tenho o quinto: Criatividade. Mas ele é o quinto elemento, não é um dos quatro primordiais. Então Criatividade é desnecessário na cozinha? SIM! Então eu não tenho nenhum dos quatro elementos primordiais para cozinhar? Não! Mas mesmo assim eu tento cozinhar, e por isso nada sai como eu imagino. Inventar , ter a idéia mas não ter como executa-la é a pior decepção que se pode ter.

Hoje, arroz com macarrão refogado e iscas de alcatra ao molho de provolone ficaram perfeitos. Mas por que minha mãe me impediu na hora da impaciência, puxou minha orelha na organização, já havia planejado tudo de cabeça e me emprestou seus arsenal de utensilios domésticos. Sem ela, eu só teria uma idéia, uma descrição de um prato super gostoso que eu jamais conseguiria servir para os que deixaram se levar pela idéia verbal de um prato diferente na noite de domingo.

Percebo que sou assim, cheio de idéias, criatividade bombando a mil. Mas eu ainda tenho muito que aprender com minha mãe e a cozinha. E quem sabe depois de tudo isso me tornar um melhor profissional e quem sabe um gerente de projetos.

É, esse é mais um texto analogo onde percebo que os insucessos das trivialidades da minha vida são apenas reflexo das minhas dificuldades realmente importantes.

Ontem pela madrugada, recém chegado de uma pensativa caminhada, sentei-me na calçada da casa de minha mãe me recostando no pequeno pedaço de muro que sobra entre o portão e a casa do vizinho. A noite era quente, havia chovido mais cedo, mas o calor já estava por completar a tarefa de secar aquele lugar. A brisa era fresca, o silêncio só era quebrado pelo sonar de alguns morcegos – que alegres festejavam o farto banquete proporcionado pelas árvores frutíferas do bairro – , a visão panoramica das luzes de toda zona sul da cidade era, como sempre, linda.

Ali comecei a tentar lembrar o porque passei tanto tempo tentando me desapegar daquele lugar. Porque esquecer a beleza ordinária do lugar onde cresci e que agora podia ser desfrutado com serenidade e com o deleito da solidão dos que bailam a madrugada? Porque me esforcei para desaprender a reconhecer o significado da inação sonora da vizinhança? Por um momento não conseguia me lembrar o porque precisei esquecer, mas logo após veio-me a resposta interna para minha falta de memória.

A resposta, como pedra em queda, violentamente me espatifou a mente e sem ar me vi soltando-a de uma só vez:

- Eu tinha de te esquecer em cada detalhe pois minhas lembranças só sabem sofrer a saudades de um saudosismo que não sei aquietar.

E agora então eu lembro que não sei viver as glórias do passado, que sou filho da sociedade do consumo, que preciso ter tudo a todo instante. O que não é mais meu ou o que não posso ter, não me interessa. Não sei sorrir as glorias do passado nem suspirar pelas grandes conquistas que já tive.

Na madrugada de hoje passei pela calçada e suspirei triste. Minha calçada da brisa fresca, dos morcegos e da bela vista, agora é apenas uma calçada. Sofri o desapego.

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Eis toda a analogia que pude fazer entre uma calçada e você.

Presentes

Entre o Natal e esse fim de ano, ganhei alguns presentes que, diferente da minha reação normal a presentes, me deixaram demais feliz.

Começa pelos presentes da Paula e da Flávia. Eu ainda não vi nenhum dos dois – Paula, o Padoan sempre esquece de me entregar. Briga com ele – mas acho ambos super importantes pois as duas moram longe e eu não imaginava terem tanto apreço por mim. Ahh também sei que ambas pensaram em girafas :P

No Natal, Dot e a Yu me presentearam durante uma ação estratégicamente pensada. Me tiraram de casa e deixaram o presente lá. Assim não tive como fazer o famoso “mimimi… não precisava”. Sucesso, cheguei em casa e me surpreendi com a sacolinha recheada de coisas fodas pra mim, mais do que realmente são. O primeiro presente era miniaturas caricatas do Storm Trooper e de um Rebel (nunca sei o nome destes),  ambos foram direto para a minha coleção. Já o segundo presente era um jogo de terror e suspense, Allan Wake, que pra mim tem potencial para ser o, melhor presente já ganho por botar em cheque um dos meus mais velhos defeitos: “Eu me cago de medo de Terror. Seja ele livro, filme ou jogo.”

Porém, melhor ou não, o presente mais eficiente em me alegrar foi os que ilustram o texto. Eu estava numa onda de trabalho maçante na qual não trabalhei menos que 12horas durante toda aquela semana. Minha amiga Andrea veio de Curitiba para me visitar e eu não tinha tempo para passar com ela. Ela, hospedada em casa.

Em um dos dias tensos, cheguei em casa por volta das 02h~03h da manhã e encontrei, em cima da caminha feita na sala, um presente ali deixado estrategicamente para me causar impacto. Era um livro, pequeno, laranja, eu realmente não o conhecia. Li a capa “Seja feliz no trabalho!” e comecei a sorrir. Ali, já estava conquistado.

Pulei na cama e lá fiquei até que lesse e risse do livro por completo. Aprendi técnicas ocultas de como socar a cara do chefe sem ele perceber, de como arremessar pedras nos colegas, tudo na surdina, tudo sem ser demitido. O livro era a solução dos meus problemas. O presente perfeito, na hora perfeita, dado pela pessoa perfeita.

Eu não podia ficar mais feliz. Agradeço por ter amigos.

Eis que nas ultimas tentativas da escassa esperança de ressuscitar o rolo terminado, me joguei de cara numa noite de Asteroid Bar. A noite d’Ela era pra ver a “Fefa” cantar. A mesma Fefa de quem eu sempre ouvi falar mas nunca havia visto. A mesma Fefa que foi amiga dela e deu conselhos sobre mim, o caso ou tudo mais. A Fefa já era importante pra mim, e eu nem a conhecia…

Então que conheci a Fefa aquele dia, não muito bem pois ela era a estrela da noite , arrebentando no vocal do cover de Secos e Molhados e eu apenas mais um curioso para conhecer Fefa. Nessa noite, Fefa dominou o palco, reinou no vocal e chutou bundas. Eu até disse a ela que 5 ou 6 garotinhos no fundo do salão haviam enfartado ao ver todo aquele remelexo.

Pedi que Ela me apresentasse a Fefa e Ela o fez. Fiz os elogios a dona da noite, tomei algo com ela no Bar (onde repeti os elogios) e voltei para minha labuta perdida.

Por N fatores a noite foi ruim para mim. Não deu certo com Ela, trombei com a outra e passei mal durante toda a viagem de volta pra São Paulo. Demorei um tempo para perceber que naquele dia eu havia conhecido Fefa. A mesma Fefa que fazia parte da minha vida a algum tempo.

Conhecer a Fefa foi a coisa mais importante que aconteceu em minha vida nos últimos tempos. Essa garota veio para ser uma grande amizade. Para ser meu elo entre o racional e o emocional. Para me mostrar que as grandes divas do Teatro também sofrem como humanos normais. Perto da Fefa sinto que meus heróis são de carne e osso sem perder nada do seu brilho.

Amo a Fefa. A Fefa veio pra ficar! (assim ao menos eu espero) A Fefa veio pra brilhar!

E assim são as amizade arrebatadoras que surgem do nada e se intensificam naturalmente porém em velocidade extrema. Não sei explicar, mas isso tudo é uma coisa maluca e complexa de mais para tentar descobrir. Acho que amigos surgem assim, sem explicação mesmo.

PS: Estarei presente o dia que o mundo verá a Fefa brilhar. E ela vai, corto o saco se não!

Hoje estava com a minha amiga Andrea na ala de refeitórios do aeroporto de Congonhas, aguardando seu vôo para retornar a Curitiba. Tínhamos acabado de comer alguns Temakis e estávamos batendo um papo sobre alguma trivialidade qualquer, talvez sobre o novo carro da Kia – o qual eu já esqueci o nome, ou talvez sobre o clima de Florianópolis. Sei lá, algum daqueles assuntos de amigos para distrair a mente.

Eu fitava o horizonte de cadeirinhas do refeitório, algumas com humanos sentados, e tentava observar algo fora do comum (aprendam, eu sempre abstraio o comum e por isso eu facilmente não enxergo um amigo acenando bem na minha frente. Porém se passar um jumento verde carregando um pé de romãs lá atrás da cena, eu certamente notarei), algo diferente daquela gente toda vagando de um lado para o outro apenas esperando o tempo passar. Foi então, nesse momento que comecei a notar que entre a calçada da rua e o saguão onde estávamos havia um área cercada por paredes de acrílico possivelmente para quem quer fumar enquanto toma um café, bem parecido com os “chiqueirinhos” que agora temos nas baladas paulistas.

Neste local, bem de frente a um dos vãos que existem entre o fim de uma das paredes de acrílico e a pilastra de sustentação do segundo andar, havia um garoto moreno, estilo moleque de uns 12 ou 13 anos, com cara de quem estava aprontado algo, um semblante de culpa misturado a uma apreensão de ser flagrado a qualquer instante. Aquilo chamou a minha atenção Passei um tempo observando e comecei a me indagar do porque aquele garoto não se movia. Ele estava lá, estático a pelo menos 30 segundos, nem ao menos piscava.

Da distancia que eu estava, inicialmente achei que se tratava de algum garoto que estava com a família esperando o vôo. Estava com uma camiseta comum, de criança, e era tudo que eu podia ver dali. Já faziam quase 2 minutos que o garoto estava ali parado, porém agora olhava para todos os lados como que desesperado procurando algo, quando então se moveu revelou outro menino – provavelmente mesma idade – que estava do outro lado da parede de acrílico segurando dois caixotes de engraxate. Foi então que o primeiro garotou subiu em algum degrau próximo das paredes e recebeu os dois caixotes por cima dela. Em poucos segundos o segundo garoto passou pelo vão , onde provavelmente não passa nem meu joelho – e deve ser exatamente isso que os construtores dessa área devem ter pensado – e pronto, os dois estavam no aeroporto. VITÓRIA!!

Nessa parte eu já estava torcendo pelos dois, seja lá qual fosse a intenção deles ali. Ambos se moviam furtivamente, parece que cada passo era calculado para que nenhum dos gigantes-seguranças-engomadinhos os visse. Cada um atacou uma mesa de turistas e logo depois vieram para o saguão onde eu e a Andrea estávamos. Ao passarem a porta notei que cada um tinha, além do caixote, um saquinho de batata-frita, possivelmente dado a eles pelos turistas que comiam no “chiqueirinho”. Vieram ambos para frente do stand do Gendai, onde a Andrea havia comprado os temakis, posicionaram suas caixas de engraxate devidamente viradas para baixo, e meio que em sincronia subiram-nas e ficaram a observar os sushi-man trabalhar.

Eu não sei bem qual era a real intenção dos dois ali, só sei que todo aquele medo de ser apanhado em flagrante foi trocado pela admiração dos dois ao preparo da comida japonesa. Obviamente em poucos minutos o segurança chegou e os acompanhou para fora em meio algum sermão. Ficou lá fora conversando com os dois mas com uma feição mais branda, como se já os conhecesse e disse: “Porra Marcinho, justo hoje que o chefe tá aqui vocês inventam de aprontar pra mim?!”. Após o sermão o segurança foi embora e eles, que a essa altura já tinham devorado as batatas, entraram novamente – mas dessa vez por outro vão, com muito mais prática e agilidade. Novamente no saguão, fizeram a mesma cena, conseguiram mais batata frita e, quando viram, correram prontamente para um comandante que tomava um café ali ao lado, pareciam ter visto fortuna.

A história é só isso, vi que foram levados para fora mais uma vez mas a hora do embarque da An chegou e tivemos que ir até o piso superior. Achei fantástica a curiosidade dos garotos pelo preparo do sushi e aprendi que comandantes de avião devem dar esmolas mais gorduchas. Espero realmente que os dois se interessem pela cozinha e tenham a oportunidade de trablhar em uma. Enquanto isso ainda devem estar por lá, brincando de fazer o gigante-segurança-engomadinho de bobo.

PS: O TEMPLATE É TÃO RUIM QUE NÃO SUPORTA CEDILHA. Será modificado em instantes.

Em algum momento no espaço e tempo conhecidos, algo levou meu blog embora. O Detonou! Não sei se foi humano, divino ou simplesmente se não paguei a conta do provedor. Só sei que tudo desapareceu e obviamente não tenho BACKUP.

Dito isso, venho aqui lhes dizer que o BLOG VOLTARÁ AEAEEAE!!

AEAEAEAE!!

Por enquanto nesse layout “peida-farofa” pois tenho dúvidas se levarei isso a sério. Caso leve, algo novo virá.

Espero que todos os meus 01 leitores (obrigado mãe) gostem do que tem por vir.

É isso ai, pessoal!